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Mais de mil mulheres são mortas em dez anos na PB; janeiro de 2019 tem 19 casos de violência

Dados do Anuário da Segurança Pública da Paraíba mostram uma oscilação nos números de casos de assassinatos de mulheres em dez anos.

Por Dani Fechine, G1 PB

02/02/2019 10h24 · Atualizado há 2 horas

 

 

 

 

Mulher é agredida por namorado em uma pousada, em João Pessoa — Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco

Os últimos dez anos não foram tranquilos para as mulheres da Paraíba. De 2009 a 2018, um total de 1.083 mulheres foram assassinadas. Em 2018, o número chegou a 84 mortes. Os dados oscilam bastante, mas a maior alta foi no ano de 2011, com 146 mulheres vítimas de crimes violentos e letais. Embora, segundo o Governo da Paraíba, tenha havido uma redução de 29% nos casos desde 2010, os números mostram que não há um controle dos casos. Além disso, o mês de janeiro de 2019 também foi marcado pela violência contra a mulher.

As estatísticas são do Anuário da Segurança Pública da Paraíba, divulgado na última quinta-feira (31). A série histórica é bastante variável. De 2019 até 2011 os números cresceram mais de 70%. A partir deste momento, a quantidade de mulheres assassinadas sofreu uma queda de 28% até o ano de 2014.

Série histórica de CVLI com vítimas do sexo feminino na Paraíba

Números oscilam bastante em dez anos

Fonte: SEDS

Em 2015 o números de assassinatos contra mulheres voltou a crescer, com um aumento de nove mortes em relação ao ano anterior. A estatística mostra uma nova redução entre 2015 e 2017, mas em 2018 o aumento de 7% representou seis mulheres a menos na Paraíba.

Os dados do Anuário de Segurança Pública não esclarecem se os crimes se tratam de feminicídios, homicídios dolosos, latrocínios ou morte seguida de lesão corporal.

Segundo a secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, o principal entrave nos altos números de violência contra a mulher ainda é o machismo. “Um processo cultural que ainda temos esse menosprezo pela mulher, em que essas relações de dominação, de posse, impera. A gente tem, por um lado, essa questão e por outro lado todo um processo de estruturação de políticas públicas que atendam às mulheres”, esclarece.