Héder Henrique, de 32 anos, e Luiz Paulo dos Santos França, de 29 anos,
foram sequestrados na Comunidade do Lixo, em Cabo Frio.
Foto: Reprodução/TV Gazeta e Divulgação/Arquivo pessoal
Policiais e o suspeito trocaram tiros na madrugada desta terça-feira na Comunidade do Lixo, em Cabo Frio (RJ).
Um homem suspeito de envolvimento no sequestro e tortura de dois vigias do Espírito Santo que desapareceram em Cabo Frio (RJ) morreu em um confronto com policiais militares na madrugada desta terça-feira (8).
Segundo a Polícia Civil, o homem já havia sido indiciado pelas mortes dos vigias e é chefe do tráfico de drogas na Comunidade do Lixo, no bairro Manoel Corrêa.
De acordo com a Polícia Militar, os agentes estavam retornando de Arraial do Cabo quando viram o suspeito em um carro e ele fugiu para dentro da comunidade.
Ainda de acordo com a PM, o suspeito atirou contra os policiais, que revidaram e houve confronto. O motorista do veículo conseguiu fugir e o suspeito desembarcou do carro e foi atingido.
Segundo a PM, dentro do carro foram encontrados aproximadamente 15 quilos de maconha.
A PM informou ainda que o suspeito chegou a ser socorrido para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O material apreendido foi encaminhado para a 126ª Delegacia de Polícia, onde o desaparecimento dos vigias segue em investigação.
De acordo com a Salineira, empresa responsável pelo transporte público da cidade, a linha 311 – Célula Mater não está entrando no bairro Manoel Corrêa. O ônibus está circulando pela Avenida Adolfo Beranger Junior, nos sentidos ida e volta.
Segundo a empresa, a linha voltará a circular normalmente pelo bairro assim que a segurança for restabelecida.
O caso
As investigações da Polícia Civil apontam que três vigias foram sequestrados e torturados em julho na Favela do Lixo. Um deles conseguiu fugir e contou à polícia o que aconteceu, enquanto os outros dois seguem desaparecidos.
Restos mortais foram encontrados no mesmo bairro em agosto, durante a Operação Toxicity, mas a Polícia Civil divulgou que o resultado de um exame de DNA revelou que as ossadas não são dos vigias.
As buscas foram retomadas na última semana e os policiais encontraram a pulseira do relógio de um dos vigias.
Por G1 — Cabo Frio
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