A decisão foi tomada por juízes da primeira turma do Tribunal
de Apelações de Manágua, na Nicarágua.
A Justiça da Nicarágua determinou, nesta terça-feira (23), a soltura do ex-militar Pierson Gutiérrez Solís, condenado a 15 anos de prisão por assassinar a estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima.
Os três integrantes do órgão usaram a polêmica Lei de Anistia, aprovada pelo regime de Daniel Ortega em junho deste ano, como argumento para libertar o homicida, de 42 anos, segundo a agência EFE.
A brasileira Raynéia, que cursava Medicina na Universidade Americana (UAM), foi ferida enquanto dirigia perto da casa do tesoureiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional, Francisco López.
O crime ocorreu há um ano perto de uma universidade estatal que dias antes havia sido atacada por policiais e civis armados simpáticos ao regime Ortega.
A Lei da Anistia é criticada pela oposição nicaraguense sob o argumento que não oferece justiça às vítimas dos protestos contra o regime. O texto também se baseia na tese de que as manifestações foram uma tentativa de golpe de Estado.
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