Nisinho é apontado como um dos autores da morte
do capitão Galvão
Foto: Divulgação/Disque Denúncia
Dionísio teria envolvimento na morte de policial civil da Core em outubro de 2016. Prisões dele e do comparsa foram decretadas.
A polícia identificou dois suspeitos de matar o capitão da PM Anderson Galvão com cinco tiros em uma barbearia no Tanque, na Zona Oeste do Rio. O Disque Denúncia divulgou na noite de quarta-feira (24) o cartaz com a imagem de um deles. Seria Dionísio Vieira da Cruz, conhecido como Nisinho do Gambá. A recompensa por informações é de R$ 5 mil.
Esta não seria a primeira morte de agente público com o envolvimento dele. Dionísio já era procurado pela morte de outro agente, um policial civil da Core em outubro de 2016.
De acordo com o delegado Daniel Rosa, chefe da Delegacia de Homicídios, as prisões de Dionísio e do homem que seria o seu comparsa na ação, Edir da Silva Pereira, de 35 anos, já foram decretadas.
Na quarta, mais de 400 pessoas compareceram ao enterro do policial militar, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Entre eles, o governador Wilson Witzel.
“[Os assassinos] já estão identificados e nós vamos prendê-los assim como qualquer outro que desafia o estado. O estado do Rio de Janeiro se despede mais uma vez de um de seus heróis, oficial capitao Galvão, perdeu a sua vida defendendo a liberdade de todos nós”, disse Witzel.
Carreira na PM
Anderson Galvão entrou na PM há treze anos. Ele comandou a UPP do Lins, quando incentivou projetos sociais. Há um mês, trocou de função e passou a coordenar o programa Rio mais Seguro, em Copacabana. Era o líder de uma equipe de quase 50 pessoas, entre elas agentes civis, policiais e assistentes sociais.
O capitão foi baleado durante um assalto na barbearia que frequentava há mais de dez anos. Testemunhas contaram aos investigadores que Anderson foi reconhecido pelos criminosos.
“Quando ele foi levantar pra se defender, o cara puxou a pistola e já falou: você é polícia? você é polícia?”, disse uma delas.
Socorrido por amigos, Anderson já chegou morto ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra. Os criminosos ainda roubaram a arma do policial e fugiram. O carro usado pelos bandidos foi encontrado perto da comunidade da Covanca.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de execução. Anderson estava noivo de uma tenente do Corpo de Bombeiros. Tinha 35 anos e deixa um filho de dois anos.
Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados, no telefone (21) 98849-6099; pela Central de Atendimento, no (21) 2253-1177; através do Facebook (mensagem inbox) ; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.
Por TV Globo
