Todos os posts de Josy Silva

Ministério Público recebe mais de 2 mil denúncias sobre corrupção

Quase 5 mil mensagens foram recebidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), na última semana, através do aplicativo de mensagens WhatsApp. Os contatos resultaram em cerca de 2 mil denúncias, que estão sendo analisadas. Por causa do intenso fluxo, foi disponibilizado um novo número (83 9.8820-2679), através do qual o Gaeco poderá ser acionado, a partir de agora.

O e-mail gaecodenuncia@mppb.mp.br continua ativo também para o recebimento de denúncias de corrupção. Os canais de comunicação com a população foram criados no último dia 15. Por meio deles, os promotores de Justiça do Gaeco estão recebendo informações da população em diversos formatos (áudio, vídeo, texto e imagem), que estão sendo triadas e poderão ser investigadas, caso haja indícios de crimes cometidos.

As denúncias poderão abranger operações e investigações em curso (a exemplo de operações deflagradas, como ‘Xeque-Mate’, ‘Cartola’, ‘Cidade Luz’ e ‘Calvário’) ou novos fatos e casos, no âmbito criminal.

MaisPB

SEGUNDA (25): No Centro Médico Especializado tem a conceituada Dermatologista Drª. Lorena Crisanto. Agende sua Consulta

O Centro Médico Especializado de Alagoa Grande informa a Dermatologista Drª. Lorena Crisanto e a Ginecologista e Obstetra Drª Luciana Patrícia, estarão atendendo a partir das 8:00h desta segunda-feira (25), durante o período da manhã.

Drª. Lorena Crisanto possui graduação em Dermatologia na Universidade de São Paulo (USP), e estará realizando no Centro Médico Especializado todos os procedimentos dermatológicos, com atendimento clínico, cirúrgico, estética, retirada de sinais, verrugas, peelings, botox e preenchimentos.

O Centro Médico Especializado está localizado na rua Getúlio Vargas nº: 790, em frente a Câmara de Vereadores, no centro de Alagoa Grande. Agende já a sua consulta pelos telefones (83) 99173-1052.

ACIDENTE: Deputada estadual Estela Bezerra fica ferida após colidir carro em árvore

A deputada estadual Estela Bezerra sofreu um acidente de carro na manhã desta quinta-feira (21) na ladeira do Cuiá, em João Pessoa, segundo informou a assessoria. O veículo em que ela estava acabou colidindo com uma árvore.

Segundo informações da assessoria de imprensa de Estela Bezerra, a deputada havia participado de uma aula de hidroginástica e retornava para sua casa no bairro de Manaíra. Ela teria tentado regular o retrovisor quando acabou perdendo o controle do veículo e colidido com uma árvore.

Estela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e está consciente. A deputada foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e levada até o Hospital de Emergência e Trauma Humberto Lucena com pequenas escoriações, mas segue consciente e orientada.

Click Pb

Homem é preso suspeito de espancar o próprio sogro até a morte em CG

Uma briga familiar acabou em morte no final da noite desta terça-feira (20) no bairro Cruzeiro, Zona Sul de Campina Grande. De acordo com as informações confirmadas pela PM, José Flávio Santos Silva, de 27 anos, foi preso em flagrante após assassinar o próprio sogro. A vítima foi identificada como Cícero Augusto da Silva, que tinha 43 anos. O caso foi registrado por volta das 23h, na Rua Manoel Tranquilino, nas proximidades da Ponte do Cruzeiro.

Ainda segundo a Polícia Militar, acusado e vítima já viviam em conflito há pelo menos 5 meses, depois que José Flávio começou a se relacionar com a filha da vítima. “As confusões entre vítima e acusado eram constantes. Inclusive, quem confirmou a autoria do crime foi a própria companheira do acusado – filha da vítima. Segundo testemunhas, ela era agredida constantemente pelo companheiro, o que revoltava o pai que acabou morto pelo genro” contou o sargento Josemir.

Cícero Augusto foi espancado até a morte. O Samu ainda foi acionado, mas quando a equipe chegou no local.

O acusado foi encaminhado para Central de Polícia Civil, onde foi autuado por homicídio qualificado. Apesar do flagrante, José Flávio nega a autoria do delito. Ele deve ser ouvido nesta quarta (20) em uma audiência de custódia. 

Via Márcio Rangel

Reforma da Previdência prevê idade mínima de 60 anos para homens e mulheres na aposentadoria rural

A proposta do governo para a aposentadoria rural prevê a idade mínima de 60 anos para homens e mulheres. Pela regra atualmente em vigor, a idade mínima para homens é 60 anos e para mulheres 55 anos.

Segundo a proposta apresentada nesta quarta-feira (20), os segurados rurais empregados precisam ainda de 20 anos de contribuição na regra geral ou de 20 anos de contribuição sobre a produção.

A regra atual não prevê tempo de contribuição, mas apenas um tempo mínimo de atividade rural de 15 anos. O trabalhador rural pode conseguir uma declaração de atividade por meio de sindicatos para comprovar o tempo de contribuição.

O governo apresentou nesta quarta-feira a proposta de reforma da Previdência, considerada prioridade pela equipe econômica para tentar reequilibrar as contas públicas nos próximos anos. O texto foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro ao Legislativo.

A reforma da Previdência abrange os trabalhadores do setor privado, que estão no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os servidores públicos. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que a proposta de reforma dos militares será entregue em até 30 dias.

g1

Papa diz que críticos da igreja são ‘amigos do demônio’

Dois cardeais ultraconservadores denunciaram nesta quarta-feira (20) “a praga da agenda homossexual” que assola a Igreja Católica e exortaram os bispos de todo o mundo convocados nesta quinta-feira pelo papa ao Vaticano a combater esse fenômeno. 

“A praga da agenda homossexual se espalhou dentro da igreja, fomentada por redes organizadas e protegida por um clima de cumplicidade e silêncio”, denunciaram os cardeais Raymond Burke, dos EUA, e Walter Brandmüller, da Alemanha.

A denúncia foi feita na véspera da abertura no Vaticano de uma cúpula excepcional de três dias com os presidentes das 114 Conferências Episcopais em todo o mundo para combater os abusos sexuais cometidos por clérigos.

“As raízes desse fenômeno estão, obviamente, nessa atmosfera de materialismo, relativismo e hedonismo, onde a existência de uma lei moral absoluta, isto é, sem exceções, é abertamente discutida”, afirmam os cardeais.

Eles consideram que uma “profunda desordem” reina e que “o mundo católico está desorientado”.

Os dois, conhecidos por suas posições conservadoras, reconhecem que “o horrível crime do abuso infantil” é grave e acreditam que se espalhou “não tanto pelo clericalismo” e abuso de poder dentro da igreja, mas por que “se distanciaram da verdade do Evangelho”.

Os dois prelados fazem parte do grupo de quatro cardeais ultraconservadores que criticaram em 2016 o papa Francisco por ter concedido em alguns casos a comunhão aos divorciados que voltaram a se casar.

O papa Francisco disse nesta quarta que pessoas que passam a vida denunciando a Igreja Católica são “amigos, primos e parentes do demônio”.

Vítimas de abuso sexual por parte do clero católico exigiram nesta quarta-feira se encontrar pessoalmente o papa Francisco para reforçar o pedido de que os bispos que encobrem tais crimes sejam dispensados do sacerdócio.

As 10 vítimas se encontraram por quase três horas com cinco autoridades do Vaticano um dia antes do início de uma conferência sem precedentes sobre abusos na igreja, planejada para orientar bispos mais velhos sobre a melhor forma de enfrentar o problema que dizimou sua credibilidade.

Todas as vítimas de abuso expressaram descontentamento pelo fato de o papa não ter comparecido à reunião, embora sua presença não estivesse confirmada.

“Se ele pode se reunir com todos os bispos de lá, pode se encontrar conosco”, afirmou Peter Isely, que foi abusado por um padre quando era criança.

“Nós fizemos nossas exigências de tolerância zero. Queremos que o papa escreva em uma lei universal: tolerância zero para o acobertamento de crimes sexuais. Eles podem fazer isso agora”, disse ele a repórteres após a reunião com as autoridades, todas elas clérigos.

Ele e outras vítimas afirmaram que os bispos que haviam acobertado o abuso deveriam ser dispensados do sacerdócio, assim como aqueles que cometeram o abuso em si.

Outras vítimas de abuso esperavam do lado de fora do prédio em que a reunião aconteceu.

“Acreditávamos que a reunião desta manhã seria do papa com um grupo de sobreviventes de todo o mundo”, disse o inglês Peter Saunders, que não participou da reunião.

O Vaticano afirmou que a presença do papa na reunião nunca esteve prevista, pois ele se reuniria com outras vítimas durante a conferência.

Isely e outros que participaram da reunião de quarta-feira disseram que também queriam conhecer o papa porque representavam aqueles com mais experiência e informações na coleta de dados tanto sobre os agressores quanto sobre as vítimas.

As vítimas que se encontrarem com Francisco e comparecerem à conferência de quatro dias permanecerão anônimas a pedido delas.

Evangelho do dia 21/02/2019 (Mc 8,27-33)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 27Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?”

28Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. 29Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. 30Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. 31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32Ele dizia isso abertamente.

Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás!” Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Canção Nova

Mulher se entrega à polícia e confessa ter matado homem após sofrer assédio sexual na PB

Uma mulher de 43 anos se apresentou à polícia na tarde da terça-feira (19) e confessou ter matado um homem com um golpe de faca, em Alagoa Nova, no Agreste paraibano, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Henry Fábio, a mulher alegou que atingiu o homem para se defender de um assédio sexual.

Segundo o delegado, o caso aconteceu no último domingo (17), por volta das 20h. De acordo com a versão da mulher dada à polícia, ela estava em um bar da cidade quando o homem, de 42 anos, chegou ao local embriagado e tentou molestá-la. Foi então que, para se defender, ela o atingiu com um golpe de faca no braço.

“Após ser ferido, o homem saiu do bar. No dia seguinte ele foi encontrado morto próximo ao local. Pelo que a polícia constatou, como ele estava embriagado e ficou andando pela rua, ele deve ter perdido muito sangue e não resistiu”, disse Henry Fábio.

Desde o dia do crime, a mulher estava foragida. Após investigações, a polícia conversou com a família, que informou que ela iria se entregar. Na tarde da terça, a mulher se apresentou com um advogado na Delegacia de Esperança.

Ainda segundo o delegado, além da mulher, o proprietário do bar também foi ouvido. “O caso não foi concluído porque ainda vamos ouvir outras testemunhas. Ela foi ouvida e liberada. Agora vai ser indiciada por homicídio e cabe à Justiça decidir se foi em legítima defesa ou não”, finalizou o delegado.

G1

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Globo se manifesta após ser chamada de ‘inimiga’ por Bolsonaro

 Marcos Corrêa/PR

A TV Globo reagiu à divulgação das mensagens trocadas entre Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno, reveladas pela revista “Veja” nesta terça-feira (19). Nas conversas, a emissora é apontada pelo presidente da República como “inimiga” do governo.

Na ocasião, Bolsonaro ficou irritado com uma reunião de Bebianno agendada com Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de relações institucionais do Grupo Globo.

“Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto? Eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos se aproximando da Globo. Então não dá para ter esse tipo de relacionamento. Agora… Inimigo passivo, sim. Mas trazer o inimigo para dentro de casa é outra história. Pô, cê tem que ter essa visão, pelo amor de Deus, cara. Fica complicado a gente ter um relacionamento legal dessa forma porque cê tá trazendo o maior cara que me ferrou – antes, durante, agora e após a campanha – para dentro de casa. Me desculpa. Como presidente da República: cancela, não quero esse cara aí dentro, ponto final. Um abraço aí”, disse Bolsonaro ao agora ex-ministro.

Em nota enviada ao colunista Maurício Stycer, do UOL, a Globo disse que “considera que não tem nem cultiva inimigos” e que são “rotineiras” as visitas de diretores da empresa “a autoridades de diferentes poderes”.

Confira abaixo a nota:

“O Grupo Globo considera que não tem nem cultiva inimigos. A própria natureza de sua atividade jamais permitiria qualquer postura em contrário. Hoje, como sempre, sua missão é levar ao público jornalismo independente – dando transparência a tudo o que é relevante para o País – e entretenimento de qualidade. Continuaremos a trabalhar nesta mesma direção. A visita de Paulo Tonet Camargo, Vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, ao então ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, constava da agenda pública do ministro, divulgada na internet. Visitas de diretores do Grupo Globo a autoridades dos diferentes poderes, servidores públicos, executivos de empresas e representantes da sociedade civil são rotineiras. E, nesse aspecto, não nos diferenciamos de qualquer grupo empresarial que pretenda ouvir todas as vozes de uma sociedade livre, de forma transparente e com agenda pública, mantendo relações estritamente institucionais e republicanas”.

Com informações do Notícias Ao Minuto

MILITARES PEDEM "FREIO DE ARRUMAÇÃO"

Igor Gielow

O agravamento da crise política levou três expoentes da ala militar do governo ao encontro de Jair Bolsonaro (PSL) para expressarem a queixa do setor sobre a influência dos filhos do presidente e sobre a inoperância da articulação com o Congresso.

Segundo relatos, os generais da reserva e ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo (Defesa) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) pediram um freio de arrumação.

A Folha ouviu descrições da conversa segundo as quais o risco de perda de apoio entre a ala militar foi comentado. Outras, contudo, descartaram tom alarmista nesse sentido.

Dois itens constantes do cardápio da crise levaram à subida de tom. O primeiro foi a divulgação dos áudios trocados por Bolsonaro e o ex-ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral).

O fato de o presidente estar exposto e, pior, a possibilidade de haver gravações de fato comprometedoras, é considerado um desastre.

Como a crise começou em uma questão partidária, o laranjal do PSL, os generais atribuem ao papel de Carlos, filho do presidente que disparou o episódio que levou à demissão de Bebianno ao dizer que ele havia mentido, a chegada dela à sala de Bolsonaro.

Há aqui uma questão de ocupação de espaço. Os militares nunca aceitaram o que consideram intromissão dos filhos políticos do presidente em assuntos de Estado.

Assim, a confusão do caso Bebianno foi uma oportunidade para levar a cobrança de afastamento dos filhos de forma mais incisiva, e não indiretamente, como antes.

Com efeito, os dois mais ativos, o vereador carioca pelo PSC Carlos e o deputado federal Eduardo (PSL-SP), têm sido comedidos no tom desde a eclosão da crise.

Numa nota lateral, os militares também não gostaram de ver o papel que foi reservado a um general da ativa, Otávio do Rêgo Barros, na crise.

Porta-voz de Bolsonaro, na segunda (18) ele teve de engolir a seco e dizer que os motivos para a demissão de um ministro de Estado eram decisão de “foro íntimo do nosso presidente“. Sua maior assertividade nesta terça (19) foi notada por observadores.

O outro ponto nevrálgico do dia foi a derrota fragorosa do governo na Câmara, que derrubou decreto presidencial que ampliou o número de pessoas com direito a decretar sigilo de documentos.

Aqui, a desarticulação completa de uma base governista possibilitou, na visão da ala militar, o recado do Congresso: os parlamentares querem participar das discussões que importam, a começar pela da reforma previdenciária.

A preocupação dos fardados, que não formam um bloco monolítico mas têm interesses comuns, é que a reforma degringole ao encontrar uma Câmara sem comando.

Alguns deputados governistas vinham apostando que isso seria uma vantagem, facilitando o encaminhamento da agenda de Bolsonaro, mas a derrota de mesmo o fatiamento do pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) mostraram que a realidade é diferente.

No papel, Santos Cruz deveria trabalhar nessa articulação, mas o espaço no Planalto está ocupado pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Com a queda de Bebianno e assunção de um general que era seu número dois, Floriano Peixoto, Onyx está isolado e sob pressão por resultados.

O fato de que o ministro não toca na mesma orquestra de seu correligionário Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não ajuda Onyx.

Aqui é incerto qual seria o encaminhamento do caso pelos militares, dado que eles também temem ser responsabilizados por fracassos.

Online1Paraiba

REFORMA DE PREVIDÊNCIA SERÁ ENTREGUE HOJE

Fotos: Alexssandro Loyola

Depois de mais de um mês de discussões entre as áreas econômica e política do governo, a principal proposta da área econômica será apresentada hoje (20). Às 9h30, o presidente Jair Bolsonaro irá à Câmara dos Deputados, acompanhado de ministros, entregar a proposta de reforma da Previdência, que pretende instituir idades mínimas de aposentadoria para os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada.

Bolsonaro entregará o texto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na Casa, a proposta passará primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), depois irá para uma comissão especial, antes de ir a plenário. Se aprovada em dois turnos por pelo menos três quintos dos deputados (308 votos), a reforma segue para o Senado.

Durante o dia, o presidente gravará um pronunciamento explicando a necessidade de reformar a Previdência. Elaborado em conjunto pela equipe econômica e pelo gabinete presidencial, o discurso será transmitido à noite em cadeia nacional de rádio e televisão.

Explicações.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, também participarão da cerimônia de entrega do texto. Da Câmara dos Deputados, eles irão direto para o 3º Fórum de Governadores, que ocorre nesta quarta-feira. Guedes e Marinho apresentarão a proposta para os chefes estaduais. Atualmente, sete estados estão em situação de calamidade financeira em meio a orçamentos comprometidos com a folha de pagamento e com as aposentadorias dos servidores locais.

Enquanto Guedes e Marinho estiverem explicando a proposta aos governadores, técnicos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho detalharão todos os pontos da reforma da Previdência a jornalistas. Na semana passada, Marinho confirmou que o texto proporá a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com calendário de transição de 12 anos.

Detalhes

Entre os detalhes a serem divulgados hoje estão as mudanças nas aposentadorias especiais de professores, policiais, bombeiros, trabalhadores rurais e profissionais que atuam em ambientes insalubres. Também serão informadas as propostas para regras como o acúmulo de pensões e de aposentadorias e possíveis mudanças nas renúncias fiscais para entidades filantrópicas.

Falta saber ainda como ficarão o fator previdenciário, usado para calcular o valor dos benefícios dos trabalhadores do setor privado com base na expectativa de vida, e o sistema de pontuação 86/96, soma dos anos de contribuição e idade, atualmente usado para definir o momento da aposentadoria para os trabalhadores do setor privado. Em relação aos servidores públicos, ainda não se sabe qual será a proposta para a regra de transição.

Também nesta quarta-feira, o governo informará como incluirá na proposta a mudança para o regime de capitalização, no qual cada trabalhador terá uma conta própria em que contribuirá para a aposentadoria. Atualmente, a Previdência dos setores público e privado é estruturada com base no sistema de repartição, onde o trabalhador na ativa e o empregador pagam os benefícios dos aposentados e pensionistas.

Para viabilizar a migração de regime, o governo tem de incluir um dispositivo na Constituição que autoriza o envio de um projeto de lei – complementar ou ordinária – para introduzir o novo modelo depois da aprovação da reforma. Será revelado ainda se o governo enviará o projeto para reformular a Previdência dos militares junto da PEC ou em outro momento.

Tramitação

O governo calcula que a reforma vai permitir uma economia de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Por se tratar de uma PEC, a reforma da Previdência precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de no mínimo três quintos dos deputados e dos senadores em cada votação.

Agência Brasil

RN: MINISTRO PAULO GUEDES PROMETE AJUDAR O GOVERNO

 

O governo federal reconhece o esforço que Estados como o Rio Grande do Norte vêm fazendo para enfrentar a crise financeira herdada de gestões passadas, declarou o ministro da Economia Paulo Guedes, em audiência nesta terça-feira (19) com a governadora Fátima Bezerra e a bancada federal. 

Por isso já está formatando um programa de socorro que atenda às necessidades daquelas unidades da federação menos endividadas com a União, mas que atualmente têm problemas para pagar salários e fornecedores em dia.

O Plano de Equilíbrio Financeiro (PEF) é uma alternativa para que os Estados consigam dinheiro com mais agilidade. Parte dos valores economizados nos próximos quatro anos serão disponibilizados através de linha de crédito com aval da União para sanar as dívidas de curto prazo.

“A conversa foi bastante positiva e atende àquilo que já estávamos programando desde que assumimos o governo: mostrar a necessidade imperiosa de quitar os salários dos servidores e pagar os fornecedores, entre outras coisas. E o ministro foi claro ao dizer: os estados que adotarem medidas de recuperação fiscal, de controle das despesas, terão acesso a um aporte de recursos extras mais substancial”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Na audiência, a governadora explicou a atual situação financeira do Estado que compromete ainda a execução de inúmeras políticas públicas, essenciais ao funcionamento de programas nas áreas da segurança pública, da saúde e da educação. Para enfrentar o problema, o governo adotou uma série de medidas para aumentar a arrecadação e reduzir gastos, entre elas cortes nas despesas de custeio e revisão de benefícios e incentivos fiscais, além da criação do Comitê de Gestão e Eficiência com vistas à formulação e implementação de medidas voltadas para o rigoroso acompanhamento da execução dos orçamentos fiscais e de investimentos. Também foram adotadas ações de combate à sonegação tributária, como o aumento da fiscalização, a notificação de devedores e o envio de uma lista de empresas inscritas na Dívida Ativa do Estado para efeito de execução judicial.

Também participaram da audiência a senadora Zenaide Maia, os deputados Natália Bonavides, Benes Leocádio, Rafael Motta, João Maia, Walter Alves, Beto Rosado e Fábio Faria, e o secretário de Estado Carlos Eduardo Xavier (Tributação).