Caixa d’água teve que terminar de ser serrada por segurança.
Criminosos tentaram roubá-la na quarta-feira (3)
Foto: Reprodução/ TV Globo
Cada um dos reservatórios, de trinta metros de altura, é avaliado em mais de R$ 250 mil. Empresa afirmou que prestou esclarecimentos à polícia e diz não ter envolvimento com a ação dos criminosos.
A Polícia Civil do Rio ouviu uma nova versão para a tentativa de furto de caixa d’água do condomínio Morar Carioca, em Triagem, na Zona Norte. O flagrante do crime foi feito pelo Globocop no dia 3 de julho.
Um engenheira da construtora Direcional, que construiu o prédio, disse que traficantes ameaçaram a empresa. Para não comprometer a segurança dos funcionários, a empreiteira teria permitido que sete reservatórios fossem retirados e ficassem nas mãos dos criminosos. Cada um deles é avaliado em mais de R$ 250 mil.
O que os moradores não compreendem é porque uma caixa d’água nova, que tinha sido substituída em julho do ano passado e sequer recebeu água, estava sendo roubada. A parte que foi serrada chegou a bloquear o acesso ao condomínio.
Em depoimento aos investigadores no início do mês, um sucateiro deu outra versão. Ele informou que pagou R$ 12 mil a um funcionário da Direcional para retirar o reservatório. O sucateiro teria contratado dois guindastes e os trabalhadores para serrar a caixa d’água.
Os reservatórios têm 30 metros de altura e dominam a paisagem do bairro. São onze que deveriam abastecer os quase 20 mil moradores, que reclamam do abastecimento. Apenas um dos equipamentos realmente funciona.
“A descarga, eu tenho que fechar ela se não fica tacando água o tempo todo. Eu tenho que fazer uma obra. Desde o começo foi assim, com o meu dinheiro, a prefeitura não faz nada. Muito mal feita (a obra), muito mal feita”, queixa-se um morador.
Os blocos do programa Minha Casa, Minha Vida, financiados pela Caixa Econômica Federal, foram entregues pela Prefeitura em 2014. As caixas d’água começaram a dar problema logo depois, segundo os moradores.
O que diz a empresa
A construtora diz que executou as obras como previsto, obedecendo todas as normas técnicas e que o empreendimento foi entregue há cinco anos em plenas condições. A Direcional disse ainda que vem prestando esclarecimentos à polícia, que não vai se manifestar até o fim da investigação e ressaltou que não tem envolvimento com ação dos criminosos.
Por RJ2

